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Vício em medicamentos


Vício em medicamentos é um perigo









 
 
 
 
| Por Paul Christopher- The New York Times News Service/Syndicate

"Quando um viciado em drogas não está pronto para aceitar ajuda"

"Eu sou viciado em analgésicos", disse J., um atarracado trabalhador da construção civil, em uma tarde recente na sala de emergência, com a esposa ao seu lado.




Quando um viciado em drogas não está pronto para aceitar ajuda

'Eu sou viciado em analgésicos', disse J., um atarracado trabalhador da construção civil, em uma tarde recente na sala de emergência, com a esposa ao seu lado.

Dois anos antes, depois de meses de dor, rigidez e inchaço nas mãos e pescoço, o clínico geral de J. havia lhe dado um diagnóstico de artrite reumatoide e prescrito três medicamentos: dois para retardar a doença e outro, oxicodona, para a dor.
Amparado pelo analgésico, J. se sentiu mais ágil e ativo do que em todos os últimos anos que vivera. 'Eu finalmente consegui ficar à altura dos outros caras', disse. Ele começou a trabalhar ainda mais e a dor piorou. O clínico geral aumentou a dose de oxicodona.

Não demorou até que J. começasse a desejar mais o barato do que o alívio que os comprimidos traziam. Ele consultou dois outros médicos que, sem saber que ele já estava recebendo receitas de outros, prescreveram medicamentos similares. Quando um colega de trabalho se ofereceu para lhe vender analgésicos sem intermediários, a situação saiu de controle.
No momento em que eu o vi, ele estava tomando dezenas de comprimidos por dia, muitas vezes os esmagando e cheirando para acelerar o efeito. Com uma franqueza notável, ele descreveu como as drogas tinham marcado todos os aspectos de sua vida – desde dias de trabalho perdido até dívidas crescentes, estado de saúde em deterioração e tensões conjugais.
Porém, quando eu listei as opções de tratamento que poderiam ajudá-lo, J. balançou a cabeça, olhou para mim e para a esposa, e se levantou. 'Eu consigo ficar bem', disse ele, levantando as mãos.

Em seguida, saiu da sala.

O desespero tomou o rosto de sua esposa. 'Por favor', disse ela, agarrando o meu braço, 'você não pode deixar que ele saia'.
Por duas vezes, ela havia encontrado o marido caído no chão do banheiro na semana anterior. Em ambas as ocasiões, não conseguiu despertá-lo. Embora ela tenha ligado para o 911, número de atendimento de emergências nos Estados Unidos, o hospital liberou J. poucas horas depois de ele ter sido admitido e insistido que a overdose havia sido acidental. 'Eu simplesmente sei que vou voltar para casa um dia e encontrá-lo morto', disse ela.
Ela tinha bons motivos para se preocupar. O abuso de medicamentos prescritos é o problema de vício em drogas que mais cresce nos Estados Unidos. A cada 19 minutos, alguém morre em decorrência de uma overdose de medicamentos nos Estados Unidos, o triplo do índice registrado em 1990. E de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, os analgésicos (como a oxicodona) são os grandes culpados disso. Há mais falecimentos de pessoas motivados pela ingestão dessas drogas do que pelo uso total de cocaína e heroína. No entanto, embora compartilhasse da preocupação da esposa de J., havia pouco que eu pudesse fazer para forçá-lo a ingressar em um tratamento.
Meu hospital fica em Rhode Island, um dos pouco mais de dez estados onde não existe tratamento obrigatório para alguém como J. (isto é, alguém que não está sob a competência do sistema de justiça criminal). Se J. fosse morador de Massachusetts, nas proximidades – ou de um dos mais de 20 outros estados que permitem o tratamento involuntário da dependência – eu teria sugerido que sua esposa pedisse a um juiz que forçasse o marido a se tratar. Se tivéssemos nos encontrado em qualquer de uma dúzia de outros estados, eu poderia, por conta própria, ter internado J. – contra a sua vontade, por até vários dias.
Os requisitos para o tratamento involuntário do vício variam amplamente em todo o país, desde o uso da substância representar um grave perigo para alguém, para os outros ou para os seus bens, até o comprometimento do discernimento para a tomada de decisões, ou até mesmo algo tão vago quanto perder o controle sobre si mesmo. Os estados abordam o tratamento obrigatório da doença mental com uma uniformidade muito maior. Nesse caso, ele é permitido em todos, e quase todos o restringem aos casos em que o paciente representa um perigo imediato para si mesmo e para os outros.
Essa norma comum deriva de uma série de processos judiciais federais que estabeleceram requisitos processuais e materiais para declarações de saúde mental. Mas embora a admissão de dependentes que não aceitaram ser tratados não seja nova, ela tem recebido bem menos atenção judicial.
Em um caso de 1962, Robinson v. Califórnia, o Supremo Tribunal considerou que embora a condenação declarada exclusivamente por conta da dependência de drogas fosse inconstitucional, 'os estados podem estabelecer um programa de tratamento obrigatório para os viciados em narcóticos'. Muitos o fizeram, outros não. O alto tribunal ainda tem que rever a questão.
Outro fator complicador é discordância da sociedade quanto à definição de vício: uma doença, uma falha moral ou um meio termo entre os dois. Muitos (muitas vezes os próprios pacientes) veem o abuso de drogas simplesmente como uma escolha. Sob este ponto de vista, justificar a autonomia perdida e a despesa para os contribuintes que sustentam o tratamento obrigatório se torna algo difícil.
No entanto, cada vez mais pesquisas têm revelado que a situação da dependência é muito mais complicada do que isso.
Os conceitos cognitivos que nós normalmente associamos à 'força de vontade' – motivação, determinação e capacidade de adiar a satisfação, resistir aos impulsos, considerar e fazer escolhas entre alternativas – surgem de diferentes vias neurais no cérebro. Os elementos característicos do abuso de drogas – desejo, intoxicação, dependência e retirada – correspondem às interrupções desses circuitos. Uma série de fatores genéticos e ambientais serve para reforçar ou atenuar esses efeitos. Esses dados ressaltam as maneiras poderosas por meio das quais o vício constrange a capacidade de resistir.
A existência irregular de leis ligadas ao tratamento involuntário para o vício criou algo estranho na Medicina: um cenário em que o padrão de atendimento difere radicalmente de um lugar para o outro. Mas há indícios de que mudanças estão a caminho. Em março, o Estado de Ohio aprovou uma lei autorizando internações involuntárias relacionadas a substâncias. A Pensilvânia está considerando um projeto de lei semelhante.
Em julho, o Estado de Massachusetts estendeu seu prazo máximo de tratamento involuntário de vício de 30 para 90 dias, um movimento impulsionado pela crescente epidemia de abuso de opiáceos na região. No mesmo mês, no entanto, a Califórnia encerrou seu programa de tratamento involuntário do abuso de drogas.
Essas mudanças chegam em um momento em que cada vez mais seguradoras privadas se recusam a cobrir até mesmo internações breves para tratamento do abuso de opiáceos, e em que os estados vivenciam uma séria escassez de recursos. Ainda assim, embora períodos curtos de internação involuntária façam sentido intuitivamente – proteger o paciente até que os efeitos da intoxicação se atenuem – há surpreendentemente poucos indícios sugerindo que um período de tratamento involuntário mais longo possa levar à abstinência ou impedir o comportamento que justificou a internação forçada do paciente. A ciência deve orientar a elaboração dessas leis; porém, por enquanto, não há embasamento empírico que as sustente judicialmente.
Enquanto observava o rosto pálido da esposa de J., decidi falar com ele novamente. Sem ter mais recursos para insistir que ele ficasse, eu sabia que ela queria que eu mudasse a opinião do marido.
Ele estava perto da saída, de braços cruzados, com casaco fechado. Esperei ao lado dele. Por vários momentos, ele não disse nada. Então, eu me perguntei em voz alta se ele temia a dor física que existia para além de seu vício. Sem olhar para mim, concordou.
'E se pudermos encontrar uma maneira de tratar a sua dor e também dar um fim à dor que ela está causando a você e à sua família?', perguntei. 'Talvez, juntos, possamos ajudá-lo a ter a sua vida de volta.'

J. parou por um momento para considerar minha oferta. 
Por um instante, sua expressão se suavizou.
Então, sem mais demora, sacudiu a cabeça e foi embora. 
Sua esposa o seguiu, em lágrimas.

(Paul Christopher é professor assistente de psiquiatria e comportamento humano da Universidade Brown.)

 





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nytsyn




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Vive de dieta e não emagrece?" Entenda"

"Açúcar 'escondido' atrapalha perda de peso"
"Vive de dieta e não emagrece? Entenda"
Açúcar 'escondido' atrapalha perda de peso





"Alimentos mascaram açúcar e você exagera no consumo"

Até doces com fama saudável escondem valores que causam estrago na dieta


Por Laura Tavares -

Essa dupla é velha conhecida de quem entra em dieta: optar por grelhados para reduzir o consumo de gordura e evitar doces para não exagerar no açúcar. Enquanto a primeira tarefa depende quase que exclusivamente de disciplina, a segunda reserva algumas pegadinhas. Você sabia, por exemplo, que o ketchup é rico em açúcar? E que a gelatina não é sobremesa das mais saudáveis? "A maior parte das pessoas não sabe que, assim como doces podem ter altas taxas de sódio, como é o caso do refrigerante, salgados podem ter grande quantidade de açúcar", afirma a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição, em São Paulo.

A seguir, listamos opções aparentemente saudáveis ou que, muitas vezes, não aparentam levar açúcar na composição, mas que podem ser o obstáculo que atrapalha sua meta de emagrecer. Para que a comparação fique clara, tomaremos como parâmetro um pedaço de 100 gramas de bolo de chocolate. A quantidade total de açúcar desse alimento é de cerca de 40 gramas. Todos os valores apresentados nesta reportagem foram retirados das "Tabelas de Composição Nutricional dos Alimentos Consumidos no Brasil" do Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Suco de goiaba - Foto Getty Images

Suco natural

"O suco natural é, de fato, saudável, mas devemos lembrar que para fazer um copo de suco precisamos de várias frutas", afirma a nutricionista Cátia. Assim, o segredo para não extrapolar na quantidade de açúcar e de calorias é moderação. Prefira ainda sucos de frutas que têm grande quantidade de água, como a melancia e o melão. Por fim, evite acrescentar açúcar. "Aprenda a apreciar o açúcar da própria fruta", afirma a profissional. Para exemplificar a quantidade de açúcar, separamos o suco de goiaba.

100 g de suco de goiaba (pouco menos do que metade de um copo) = 14,81 g de açúcar
Barrinha de cereal - Foto Getty Images

Barra de cereal

O selo saudável também não pode ser aplicado a todas as barras de cereais. "Algumas delas contêm grandes quantias de açúcar, principalmente as de frutas", diz a nutricionista Amanda Epifanio, do Citen, em São Paulo. Ela recomenda evitar ainda opções com chocolate, que costumam ser mais gordurosas. Segundo a profissional, uma boa barra de cereais precisa apresentar mais de 2 gramas de fibras em sua composição, menos do que isso indica que ela é feita basicamente de carboidratos.

100 g de barra de cereal = 37,40 g de açúcar
Ketchup - Foto Getty Images

Ketchup

Condimento adorado principalmente por crianças, o ketchup têm grande concentração de açúcar. Para não colocar a dieta em risco, portanto, consuma com moderação. "Prefira ainda aqueles que apresentem o selo 'Minha Escolha', que indica que o produto passou por avaliações mais rigorosas quanto às taxas de sal, açúcar, gorduras saturadas e gorduras trans", afirma a nutricionista Cátia. Evite ainda estimular crianças a comer alimentos apenas porque estão acompanhados de ketchup. Ele não deve ser consumido diariamente.

100 g de ketchup = 22,77 g de açúcar
Iogurte - Foto Getty Images

Iogurte

"Algumas marcas apresentam grande quantidade de açúcar em iogurtes naturais e até mesmo nas versões desnatadas", afirma a nutricionista Amanda. Por isso, certifique-se não só de que ele é menos gorduroso como ainda de que não tem açúcar. Deixe de lado opções com complementos de chocolate, caldas e confeitos. Parar deixar o alimento mais saboroso, bata no liquidificador com frutas frescas. A própria fruta adoça o iogurte.

100 g de iogurte = 13,04 g de açúcar
Granola - Foto Getty Images

Granola

"Aparentemente saudável, a granola costuma ser extremamente calórica e rica em açúcar", afirma Cátia Medeiros. A mistura de frutas secas, grãos e sementes muitas vezes é acrescida de açúcar refinado, o que pode agradar o paladar, mas prejudicar a dieta. Prefira versões sem frutas secas e com açúcar mascavo que, embora calórico, oferece mais nutrientes do que a versão refinada.

100 g de granola = 26,22 g de açúcar
Cereal matinal - Foto Getty Images

Cereal matinal

Cereais podem ser amigos da dieta, desde que você saiba escolher o melhor produto, de acordo com a nutricionista Cátia. Nas prateleiras há inúmeras opções. Comece descartando aqueles com chocolate, coberturas ou acompanhamentos. Procure, então, as versões integrais. Por fim, busque integrais que não apresentam açúcar de adição. Para tornar a refeição ainda mais rica, adicione frutas.

100 g de cereal matinal de milho em flocos = 38,02 g de açúcar
Gelatina - Foto Getty Images

Gelatina

Se você sente que fez uma opção saudável ao trocar um pedaço de bolo ou torta por um copinho de gelatina pode estar se enganando. Em 2009, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor avaliou 11 opções de gelatina sabor morango, sendo quatro na versão tradicional, quatro na versão diet e três na versão zero. A conclusão foi de que o alimento continha muito açúcar ou era acrescido de adoçantes, o que fazia dele contraindicado para crianças e gestantes. Confira a média de açúcar encontrado em diversas marcas desse doce:

120 g de gelatina de morango = 7,9 g de açúcar
Suco de caixinha - Foto Getty Images

Suco de caixinha

Um estudo divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de 2010 mostrou que alguns sucos de caixinha chegam a apresentar mais açúcar do que refrigerantes. Por isso, a ideia de que sucos são sempre saudáveis não é uma verdade absoluta. Por outro lado, entretanto, sucos costumam oferecer nutrientes e vitaminas, ao contrário dos refrigerantes, nos quais nada é aproveitado. "As pessoas acabam adotando sucos de caixinha por sua praticidade, mas, sempre que possível, opte pela versão natural", afirma a nutricionista Cátia. Os dados abaixo foram apresentados no estudo da Anvisa:

100 ml de suco de caixinha = 11 g de açúcar
Frutas secas - Foto Getty Images

Frutas secas

Frutas secas também podem fazer parte da dieta, mas com moderação. "Como a água foi retirada do alimento, elas têm mais nutrientes e açúcar concentrados", afirma a nutricionista Amanda. Segundo ela, 30 g de frutas frescas equivalem a uma fruta inteira, sendo que muitas vezes acabamos consumindo um pacotinho que costuma ter 90 g, ou seja, três frutas. "No organismo, a frutose tem o mesmo efeito de qualquer açúcar: eleva a glicemia e, por isso, ele também deve ser consumido com parcimônia", complementa.

100 g de fruta seca ou desidratada = 38,12 g de açúcar


fonte:
minhavida






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Dores crônicas causam depressão


 Dores crônicas causam depressão





"Dores crônicas causam depressão"
"Quadro pode persistir por mais de três meses"



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Dormir de barriga cheia: pode ou não pode?

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 ♂Saúde ♀ diversas categorias - dicas♀ em 8/16/2012 07:53:00 PM
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"Excesso de manias  
pode ser 
doença"
..."descubra se você tem TOC"
Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo





Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo



Por MADSON MORAES


Verificar se a porta está fechada, lavar as mãos com frequência, preocupar-se com a arrumação da casa. Todo mundo tem alguma mania. Claro, se você lava as mãos apenas quando necessário ou por questão de higiene, ok. Mas se isso se tornou uma compulsão e obsessão, aí a questão pode ser o TOC ou transtorno obsessivo-compulsivo.
Quer um exemplo clássico? É só lembrar-se do rei Roberto Carlos e suas "superstições" dentro e fora dos palcos. Ele, por exemplo, só usava ternos de cor azul ou branco e evitava ao máximo pessoas que usassem o marrom. Outro famoso que possui a doença é o jogador David Beckham, que declarou recentemente sofrer de TOC e que ainda não conseguiu vencer o distúrbio. Mas o problema não é apenas privilégios para celebridades: quase cinco milhões de brasileiros convivem com o transtorno, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).


O TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um desvio comportamental que se caracteriza pela presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. Leia o termo "obsessão" por pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa instantaneamente sem que ela queira.
"O transtorno obsessivo-compulsivo é um dos transtornos de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos compulsivos que levam a comportamentos que fogem do padrão normal da sociedade e causando um incomodo para a própria pessoa, podendo ocorrer tanto em homens quanto mulheres na mesma proporção", explica o psicólogo clínico Maurício Pinto.
Maurício explica que os sintomas do TOC ocorrem, normalmente, como consequência de alguma situação mal administrada ou mal resolvida pela pessoa como efeito de um trauma, frustração, depressão ou forte estresse. Mas qual o limite entre uma mania que pode ser considerada saudável e em que momento isso vira doença?
"Possuir alguns rituais ou hábitos repetitivos podem ser positivos e práticos. Quando estes se tornam muito frequentes, podem trazer incômodos, interferir no dia a dia da pessoa e podem até a constranger em algumas situações. Em muitos casos, a ansiedade gerada por este transtorno impossibilita que a pessoa leve uma vida normal quando os pensamentos obsessivos se tornam mais frequente", observa o psicólogo.

"QUESTÕES SOBRE O                                                  
TRANSTORNO OBSSESSIVO-                                        COMPULSIVO"                                                                 


TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)
Think Stock 

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), são quasecinco milhões de brasileiros convivem com o TOC. O psicólogo Maurício Pinto explica que o transtorno obsessivo compulsivo é caracterizado por pensamentos obsessivos compulsivos que levam a comportamentos fora do padrão normal da sociedade e que causam um incômodo para pessoa. Ocorre tanto em homens quanto mulheres na mesma proporção.


TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)
Think Stock 

O que é?
O TOC, ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo, é um transtorno comportamental que se caracteriza pela presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. Leia o termo 'obsessão' por pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa instantaneamente sem que ela queira.
'O transtorno obsessivo compulsivo é um dos transtornos de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos compulsivos que levam a comportamentos que fogem do padrão normal da sociedade, causam um incomodo para a própria pessoa e podem ocorrer tanto em homens quanto mulheres na mesma proporção', explica o psicólogo clínico Maurício Pinto.



TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)


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As manias mais comuns
As mais comuns, segundo o psicólogo, são a limpeza de ambientes, lavar coisas e objetos repetidamente, lavar as mãos, contar coisas, arrumar coisas com  precisão demais, verificar se a porta esta trancada várias vezes e várias outras manias que normalmente são consequências de desajustes do estado psicológico da pessoa com TOC.

TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)


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Diagnóstico do TOC demora
O psicólogo Maurício Pinto explica que os sintomas do TOC ocorrem, normalmente, como consequência de alguma situação mal administrada ou mal resolvida pela pessoa como efeito de um trauma, frustração, depressão ou forte estresse. Apenas 10 anos depois dos primeiros sintomas é que o portador de TOC recebe o diagnóstico de certeza e inicia do tratamento.
A maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa ocorrer crianças a partir dos 3 a 4 anos de idade. Na infância, o distúrbio costuma ser mais frequente nos meninos e, no final da adolescência, no entanto, é possível dizer que o número de casos é igual para ambos os sexos.

TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)


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Qual o limite entre mania e a doença?
Qual o limite entre uma mania que pode ser considerada saudável e em que momento isso vira doença? 'Possuir alguns rituais ou hábitos repetitivos podem ser positivos e práticos. Quando estes se tornam muito frequentes trazem incômodos, interferem no dia a dia da pessoa ou até a constranger. E, em muitos casos, a ansiedade gerada por este transtorno impossibilita que a pessoa leve uma vida normal quando os pensamentos obsessivos se tornam mais frequente', explica o psicólogo.


TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)


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O tratamento adequado
O tratamento mais eficiente, para o médico, tem como objetivo trabalhar a causa do problema e a psicoterapia nas suas mais diversas formas. Já outros tratamentos, como o medicamentoso, atuam na consequência amenizando os sintomas, mas não atuando na causa. 'Uma vez trabalhada a causa, ou seja, o motivo que desencadeou estes pensamentos obsessivos e a ansiedade gerada pelos mesmos, os sintomas tendem a ir desaparecendo', observa o médico.




TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)
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A importância da família
A família tem um papel fundamental e deve se comportar com paciência e compreensão, pois as manias normalmente fogem do controle da pessoa com TOC. 'Ficar chamando a atenção dela pode gerar ainda mais ansiedade. O ideal e buscar a causa destes pensamentos e trabalhá-los durante o tratamento', recomenda o psicólogo.
As reações costumam variar de família para família. No livreto 'Aprendendo a viver com o TOC', elaborado pelo Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (PROTOC), há listado cinco reações bem típicas. Existem as famílias que ajudam nos rituais para manter a paz.
Há as famílias que não participam, mas permitem as compulsões. Também existem aquelas se recusam a tomar conhecimento ou permitem as compulsões na sua presença. Ainda há as famílias que se dividem na sua reação, alguns membros ajudam e outros se recusam. Por fim, existem as famílias cujos membros oscilam entre um extremo e outro tentando encontrar a solução 'certa'.

Cuidado com os sentimentos de frustração e desesperança


TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo - 1 (© Veja 7 respostas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo)


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Cuidado com os sentimentos de frustração e desesperança
Em qualquer caso, essas reações familiares extremadas ou inconsistentes geram mais sentimentos de frustração e desesperança à medida em que os sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) aumentam. À medida que mais se sabe sobre o TOC, mais se pode ser otimista em relação ao tratamento e à recuperação. Recuperação, essa, que se dá com ajuda profissional, compreensão de familiares e amigos e com o tempo.


 fonte:



Excesso de manias pode ser doença
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"Pintas apresentam riscos a tua saúde?



Suas pintas podem ser um risco à saúde?

Pintas podem apresentar riscos

"Pintas  
podem apresentar 
riscos"



... "descubra mais sobre as pintas"...

Elas não são manchas, verrugas e nem sardas. 

Para elas, existe uma definição científica própria: 

nevos melanocíticos 

ou,  

como são conhecidas popularmente, pintas

Segundo a dermatologista Thaís Badiz, da Unifesp e da clínica Clinderm, algumas delas estão conosco desde o nascimento e outras vão aparecendo ao longo da vida

"O fato de uma pessoa apresentar mais ou menos pintas varia de acordo com sua herança genética, os cuidados com a exposição solar e a cor da pele, uma vez que pessoas mais claras costumam ter mais pintas", explica.
 Mas o que deixa muita gente em dúvida é se elas são apenas um charme ou se oferecem algum risco à saúde. 


Afinal, elas podem se tornar um câncer de pele?                                                    

Operar é perigoso?  

..."essas e outras dúvidas"...



 
Pintas podem se tornar um câncer?






















Pergunta: Pintas podem se tornar um câncer?  

 Resposta: Sim
Nota: 
 "Por influência genética ou devido à exposição solar, pintas podem sofrer alterações e se tornar um câncer", 

afirma a dermatologista Thaís. 

 Segundo a especialista, em uma consulta dermatológica já é possível identificar pintas com potencial de malignização e, assim, adotar medidas preventivas. 

Por isso, além do uso diário do protetor,  
a consulta é recomendada, principalmente para pessoas que já tiveram câncer de pele ou que tem algum parente que sofreu do problema. 
O uso de Filtro Solar não previne o surgimento de novas pintas, mas pode evitar que uma pinta evolua para um câncer.


 
Operar uma pinta aumenta o risco de o local se tornar um câncer?






 Resposta: Não
 Nota: Operar uma pinta não aumenta o risco de desenvolver um câncer no local que sofreu a intervenção. "Se o local apresentava células cancerosas é porque a pinta já era maligna antes mesmo da operação", esclarece a dermatologista Thaís.
 A ideia de que a cirurgia causou um câncer não passa, portanto, de mito.









 
Arrancar pelos de pintas pode causar complicações?




 Sim, 
 há risco de infecção
Nota: "Arrancar pelos de pintas não aumenta o risco de desenvolver um câncer, mas gera lesões que podem infeccionar", alerta o dermatologista Moisés. Por isso, ele recomenda apenas aparar os pelos ou consultar um profissional para remoção total deles. O profissional complementa dizendo ainda que esse tipo de pelo não pode ser removido com laser, pois a pinta pode sofrer queimaduras. "Quem deseja fazer depilação a laser, portanto, deve operar a pinta e, só depois, realizar o procedimento", diz.





 
Quais características indicam possível necessidade de remover uma pinta?


  Resposta: sim


 Alterações de cor, tamanho, borda e simetria de uma pinta
   
Nota:  

"Pintas assimétricas, de borda irregular, com alterações de cor e diâmetro maior do que 6 milímetros têm grande potencial canceroso", afirma a dermatologista Thaís. 

Para decorar

as características,

use a regra do ABCD.

 A letra A indica assimetria; 

a letra B, borda

a letra C, cor e

 a letra D indica diâmetro. 


Também devem ser avaliadas pintas que sangram

 coçam ,ardem ou doem, 

além de pintas escuras na sola do pé

nas palmas das mãos

no couro cabeludo 

e ,

nos genitais. 


Ao sinal de qualquer uma dessas alterações

um especialista deve ser consultado 

para a realização de um exame dermatoscópico, 

no qual um aparelho aumenta em até 20 vezes a imagem de uma lesão. 

Com ele é possível identificar um melanoma em estágio inicial. 








 
Em geral, as "pintas problema" costumam ser:










Resposta : Sim

As de coloração mais escura.
 
Nota:  

Segundo os especialistas, 

as pintas que costumam virar um câncer 

são as que contêm pigmentos mais pretos. 

"Mas não existe regra", alerta o dermatologista Moisés. 

Segundo ele, o mais relevante são as alterações que as pintas sofrem e sua cor serve mais como um alerta.


Pintas com relevo exigem cuidados especiais?         



Resposta correta: Sim

pois o risco de lesões é maior
 
Nota:  
Pintas com relevo exigem alguns cuidados especiais, pois o risco de sofrerem traumas é maior. 

Neste caso, a regra é operar sempre que estiver em um local comprometedor, como a barba ou as axilas, por exemplo. 

"Dependendo da pinta, ela ainda pode ser submetida a um exame de dermatoscopia, que avalia o risco de ela sofrer alterações e se tornar maligna", explica o dermatologista Moisés.



 
Quando é recomendado remover uma pinta benigna e sem potencial canceroso?



















 resposta: Sim 
 
Nota:  

"Por influência genética ou devido à exposição solar, pintas podem sofrer alterações e se tornar um câncer", 
 afirma a dermatologista Thaís. 

Segundo a especialista, em uma consulta dermatológica já é possível identificar pintas com potencial de malignização e, assim, adotar medidas preventivas.

 Por isso, além do uso diário do protetor, 

a consulta é recomendada, 

principalmente para pessoas que já tiveram câncer de pele ou que tem algum parente que sofreu do problema. 

O uso de Filtro Solar não previne o surgimento de novas pintas, mas pode evitar que uma pinta evolua para um câncer.








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